Saiba quais foram as maiores descobertas de dinossauros de 2014!


O ano de 2014 chegou ao fim, e foi um ano especial para as descobertas paleontológicas! Até o Dr. Grant ficaria impressionado com elas! Foi, literalmente, um "grande" ano para a paleontologia, em que foram descobertos os restos do "maior dinossauro que já viveu". Esta lista ainda inclui as novas descobertas a respeito do nosso querido Spinosaurus aegypticus e também uma nova descoberta em solo brasileiro! Confira essa lista interessantíssima, e fique por dentro do que rolou em 2014 no mundo das escamosas (e cada vez mais emplumadas) feras pré-históricas:

1. Encontramos o maior comedor de carne da Europa.
Torvosaurus gurneyi (Sergey Krasovskiy/PA)
Esta nova espécie de megalossauro foi descoberta em Portugal. O Torvosaurus gurneyi tinha 10 metros de comprimento e pesava entre quatro e cinco toneladas. Só a sua cabeça tinha mais de um metro de comprimento, e um único dente seu, tinha 10 centímetros de comprimento.
Contudo, a Europa ainda está atrás. Apesar do Torvosaurus ter sido um dos maiores carnívoros de seu tempo, mais tarde os carnívoros se tornaram muito maiores. Isso inclui o Carcharodontosaurus (da África), o Giganotosaurus (da América do Sul), e, claro, o Tyrannosaurus rex.

2. Nós também conhecemos a "galinha infernal".
Anzu wyliei (Mark Klingler/Carnegie Museum of Natural History)
Ele tinha 10 metros de altura, e ostentava uma crista do tipo de uma galinha em sua cabeça. Ele compartilhou o deserto norte-americano com o Tyrannosaurus rex
Os cientistas dizem que o Anzu wyliei teria sido "absurdamente assustador", e apelidaram o dinossauro com penas de "galinha infernal". No entanto, foi provavelmente um onívoro que comia plantas e pequenos animais com seu bico sem dentes.

3. Os dinossauros carnívoros podiam se curar de algumas lesões muito graves.
A expressão "manning up" significa exatamente o oposto quando se
trata de dinossauros (Jon Hoad/Universidade de Manchester/PA)
É oficial: em uma briga com um dinossauro, você provavelmente iria perder. Raios-X de ossos de dinossauros carnívoros têm mostrado que eles teriam sido capaz de ignorar ferimentos que poderiam facilmente ser fatais para um ser humano.
Depois de estudar o osso da pata de um Allosaurus de 150 milhões de anos, os pesquisadores descobriram padrões incomuns de cura marcados pela distribuição seletiva de zinco. Eles estão agora tentando "ter uma nova luz sobre como podemos usar a química do Jurássico no século 21".

4. Apresentando... 'Pinocchio rex'.
Qianzhousaurus sinensis, também conhecido como
"Pinocchio rex" (Chuang Zhao/University of Edinburgh)
Trabalhadores em um canteiro de obras perto da cidade chinesa de Guangzhou descobriram os restos de um tiranossauro de longo-papo-amarelo que espreitava pelo solo chinês de 66 milhões de anos atrás. Seu nome oficial é Qianzhousaurus sinensis — mas ganhou o apelido de Pinocchio rex.
Ele pode ter sido relacionado com o T. rex, mas este dinossauro tinha uma aparência bem diferente. Na verdade, até o "Pinocchio rex" ser descoberto, os paleontólogos nem tinham certeza se o tiranossauro-de-papo-amarelo existia.

5. Parentes do Diplodocus sobreviveram ao Período Jurássico.
Dippy, talvez o mais famoso Diplodocus de todos, agora reside
no Museu de História Natural, em Londres (Johnny Green/PA)
Antes de 2014, pensava-se que os dinossauros de pescoço longo que pertenciam à mesma família do Diplodocus haviam sido extintos durante o Período Jurássico — a parte do meio do reinado dos dinossauros na Terra. Mas, os novos fósseis encontrados na América do Sul (um continente em que nunca se imaginaria encontrar diplodocos), mostraram que os gigantes de rabo-de-chicote sobreviveram até o Cretáceo Superior.

6. Os pterossauros se aninhavam em grandes colônias.
(Maurilio Oliveira)
Outra descoberta diretamente do solo chinês, esta foi a primeira vez que foram descobertos ovos de pterossauro tão bem preservados. O réptil voador que botou estes é chamado de Hamipterus tianshanensis e tinha uma envergadura de até pouco mais de 3 metros. 
A descoberta nos deu pistas importantes sobre os hábitos de procriação dos pterossauros. Uma vez que os ovos foram encontrados ao lado de ossos de 40 machos e fêmeas adultos, temos uma forte evidência de que os pterossauros formavam colônias de nidificação.

7. Os dinossauros podem ter aprendido a voar antes dos pássaros!
(S. Abramowicz/Instituto de Dinossauros/NHM/PA)
Um novo dinossauro de "quatro asas" desenterrado na China pode ter sido capaz de voar. O Changyuraptor viveu 125 milhões anos atrás, e foi a maior espécie do gênero. 
Seus membros poderosos eram cobertos de penas bem desenvolvidas, levando os especialistas a pensarem se o Changyuraptor teria alcançado os céus muito antes das aves chegarem lá. As penas da sua longa cauda também poderiam ter dado o controle adicional para pousos seguros.

8. A extinção dos dinossauros foi uma 'gigantesca má sorte'.
(State Farm/Flickr)
Sim, é claro que só o fato de cair um meteoro na Terra já é uma tremenda má sorte, mas foi mais que isso.
Quando a rocha espacial de 10 quilômetros de largura atingiu o nosso solo há 66 milhões de anos, a atividade vulcânica, o aumento do nível do mar, e as variações nas temperaturas já tinha tornado a cadeia alimentar dos dinossauros vulnerável. Se o evento tivesse ocorrido alguns poucos milhões de anos mais cedo ou mais tarde, eles poderiam ter sobrevivido.

9. Um monte de pterossauros desérticos foram encontrados no Paraná, aqui no Brasil! 
O recém-descoberto pterossauro brasileiro, o Caiuajara dobruskii (Maurilio Oliveira/Museu Nacional)
Olha o Brasil aí, pessoal! Uma nova espécie de pterossauro foi descoberta em solo tupiniquim. Os fósseis de pelo menos 47 indivíduos Caiuajara dobruskii foram descobertos no que costumava ser um lago pré-histórico situado em um deserto, no que hoje conhecemos como o estado do Paraná, na cidade de Cruzeiro do Oeste. 
"A descoberta é um verdadeiro tesouro e nos deixou realmente empolgados. Não apenas por ser uma espécie nova de pterossauro, mas pela alta concentração. Como encontramos indivíduos de várias idades, poderemos responder diversas questões sobre sua evolução", disse Alexander Kellner, do Museu Nacional, um dos autores do estudo.
Uma vez que os fósseis foram encontrados em três camadas principais, parece que essa área era um poleiro para estas criaturas muito sociais, e durante um longo período de tempo. Os cientistas têm dúvidas sobre a causa da morte, mas foi especulado que a seca pode ter sido a culpada. Saiba mais sobre a descoberta dos pteros brasileiros aqui.

10. O Spinosaurus estava na água o tempo todo!
A reconstrução fóssil do Spinosaurus lembra um peixe-serra gigante (Bao Dandan/Landov)
O Spinosaurus se tornou famoso após o grande sucesso em Jurassic Park III, mas a ciência pode ter provado mais uma vez como a franquia de filmes estava errada. Agora revelou-se que o Spino pode ter sido totalmente adaptado para um estilo de vida aquática. 
Este gigantesco predador viveu no Norte da África há 97 milhões de anos, e seu maior fóssil retrata um animal 3 metros mais longo do que o maior T. rex já encontrado. Os cientistas agora acreditam que este carnívoro colossal passou a maior parte de sua vida na água, caçando tubarões e peixes de grande porte  tornando-se o primeiro dinossauro a ser identificado como aquático.

11. O título de "maior dinossauro que já viveu" foi roubado de novo. Desta vez, pelo Dreadnoughtus.
Dreadnoughtus schrani (Jennifer Hall)
O recorde de "maior dinossauro do mundo" tem sido repetidamente quebrado nos últimos anos (só em 2014, foram duas vezes). O atual dono do título é o adequadamente nomeado de Dreadnoughtus (traduzindo, "aquele que nada teme"). Tal como acontece com a maioria dos outros "maiores dinossauros", seus restos foram desenterrados na América do Sul, aqui pertinho, no solo dos nossos hermanos argentinos.
Um adulto maduro teria pesado tanto quanto uma dúzia de elefantes africanos. O Dread poderia medir mais de 25 metros de comprimento, e era equipado com uma super pele blindada. Como já dito, o nome do Dreadnought significa que ele "não temia nada". E por seu tamanho, nem deveria mesmo, não é? 
No entanto, vale lembrar que, embora atualmente o título seja do Dreadnoughtus, ele provavelmente não foi o maior dino já vivo. Há indícios de outros dinos maiores, como o Amphicoelias fragillimus por exemplo, mas sem provas conclusivas.

12. Nós descobrimos como os ictiossauros acabaram no oceano
Cartorhynchus lenticarpus (Stefano Broccoli)
Todos os répteis marinhos já estiveram na terra algum dia. Mas, no caso dos ictiossauros (répteis pré-históricos que pareciam algo como golfinhos ou tubarões), nós não sabíamos quando eles fizeram essa mudança. 
Agora, o fóssil de uma criatura chamada Cartorhynchus lenticarpus pode ser o elo perdido. O Cartorhynchus viveu há 250 milhões de anos  muito antes de os seus elegantes descendentes oceânicos. Ele tinha poderosas nadadeiras (parecidas com as das focas atuais) e parece que eram adaptados à vida tanto na terra, como na água. 

13. E, finalmente, sabemos qual era a aparência real do Deinocheirus!
Mirificus Deinocheirus (Michael Skrepnick/PA)
Qualquer criança obcecada por dinossauros nas últimas gerações vai saber algo sobre os enormes braços e garras do Deinocheirus — ele foi desenterrado há 50 anos e é um quebra-cabeça paleontológico desde então. Agora, finalmente, um par de esqueletos completos do Deinocheirus foram desenterrados na Mongólia, o que nos permite preencher as lacunas, e terminar de montar esse quebra-cabeça.
Acontece que os Deinocheirus tinha uma aparência estranhamente parecida com a do Ornithomimosaur (os dinossauros que traziam uma notável semelhança com as avestruzes modernas). Ao contrário de seus parentes, os Deinocheirus tinham um focinho longo, como um bico de pato, e uma corcunda. Essas garras ferozes eram para sua defesa em vez de caça — parece que este gigante de 11 metros foi um onívoro relativamente dócil.

É interessante observar a quantidade de ossos de dinossauros que têm sido encontradas na Ásia, sobretudo na China e na Mongólia. É lá que nós tivemos as maiores descobertas dos últimos anos sobre dinossauros, como as várias espécies com penas achadas. E a descoberta que tivemos no Brasil foi muito interessante, e como vimos, teve grande impacto internacional para a paleontologia. E aí, qual foi a descoberta que mais te impressionou/empolgou? Deixem seus comentários!

Matéria feita por: Irish Examiner.
Tradução e adaptação: Mundo Jurássico BR.
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Sobre os autores


Victor Nunes é o fundador da rede Mundo Jurássico BR. Com 18 anos de idade, reside em Guarulhos/SP, cursa Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e é fã de Jurassic Park desde seus 8 anos, além de curtir outras produções de cinema e televisão da cultura pop. | Facebook | Twitter

Bruno Fernando é editor do Mundo Jurássico BR desde junho de 2015. Apaixonado pelo clássico de Spielberg desde criança, conheceu o romance original de Michael Crichton na adolescência e hoje, com 18 anos, se considera um fã de cultura pop e futuro jornalista.
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