"Jurassic World 2" terá o maltrato de animais como um de seus temas

Colin Trevorrow, produtor executivo e roteirista de Jurassic World 2, deu mais uma entrevista sobre a sequência do sucesso de bilheteria dirigido por ele em 2015, que faturou mais de 1,6 bilhões de dólares no mundo todo, se tornando uma das maiores bilheterias de cinema de todos os tempos. Falando à revista espanhola El Mundo durante o festival de cinema Sitges Film Festival, na Espanha, Colin revelou mais um dos temas de que o filme tratará:


“Tanto Juan, quanto eu, nos preocupamos com a relação do homem com os animais. Os dinossauros serão um paralelo ao tratamento que os animais recebem nos dias atuais: os abusos, experimentos médicos, a domesticação, ter animais selvagens em zoológicos como prisões, e o uso militar, que fez desses animais, armas.” Trevorrow explicou que, aliado a isso, a sequência abordará conceitos “mais complexos” que o primeiro, que foi um reflexo dos problemas inerentes à sociedade capitalista.

“A segunda parte será um filme muito diferente que irá explorar novos caminhos. Por isso, estava claro que precisava ser Bayona quem dirigisse, para que crescesse e evoluísse com a visão específica que ele tem.”

Bayona e Trevorrow reuniram-se durante várias semanas em Los Angeles discutindo a história do novo filme, que ameaça arrebentar nas bilheterias novamente. Eles são as novas estrelas de Hollywood, assim como foram George Lucas e Steven Spielberg, que hoje são exemplos que Trevorrow tem muito presentes. Para nós, não existe a ideia de não ter Jurassic Park nas nossas vidas. Mas há uma geração que não havia visto. Por isso, temos que contar uma nova história de um jeito novo. Este será o Jurassic Park das novas gerações, reivindica Trevorrow.

“Com o primeiro Jurassic World, queríamos fazer um filme simples e direto, que chegasse a todo mundo. Isso é algo que James Cameron entende melhor do que ninguém: ele é capaz de agradar a gente de todo o mundo, desde um garoto de 15 anos da China até um da Flórida, com ideias universais”, diz ele, referindo-se ao diretor dos dois filmes de maior bilheteria da história: Avatar (lançado em 2009) e Titanic (1997). Quando lançado, Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros ficou atrás apenas destes dois filmes em bilheteria. Meses depois, foi ultrapassado por Star Wars: O Despertar da Força.

Respondendo sobre como foi passar de um cineasta independente para um de blockbusters de Hollywood: “Na verdade, era um filme sobre conflitos humanos, divórcio, arrependimento de não ter feito certas coisas..., mas tudo isso inserido num contexto de ficção científica,” falou ele sobre seu primeiro longa, Sem Segurança Nenhuma, lançado no festival Sundance em 2012. Sobre Jurassic Park“Sou humano, claro que senti medo! Mas as pessoas com quem eu trabalhava não precisavam saber disso”, admite rindo. “O próximo dinossauro está com Bayona, que já sabe como fazer pura fantasia com monstros.”

Vale lembrar que o filme O Mundo Perdido: Jurassic Park, segundo filme da franquia, já deu uma 'pincelada' no tema de maltrato dos animais. É curioso, porque Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros já teve uma história muito 'inspirada' na de Jurassic Park: O Parque dos Dinosssauros, o primeiro filme. Fica parecendo que essa nova trilogia está realmente seguindo a mesma 'linha' dos três primeiros filmes da saga.

Será esse o caminho certo a se seguir? Não seria a hora de inovar mais nas histórias? Deixe sua opinião nos comentários! Jurassic World 2 estreia em junho de 2018.

Fontes: Jurassic Outpost, El Mundo.
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Sobre os autores


Victor Nunes é o fundador da rede Mundo Jurássico BR. Com 18 anos de idade, reside em Guarulhos/SP, cursa Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e é fã de Jurassic Park desde seus 8 anos, além de curtir outras produções de cinema e televisão da cultura pop. | Facebook | Twitter

Bruno Fernando é editor do Mundo Jurássico BR desde junho de 2015. Apaixonado pelo clássico de Spielberg desde criança, conheceu o romance original de Michael Crichton na adolescência e hoje, com 18 anos, se considera um fã de cultura pop e futuro jornalista.
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